O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta terça-feira (4/11) a Operação “Argentum Occultum”, com o objetivo de investigar ocultação de patrimônio, fraude à execução, falsidade ideológica e lavagem de capitais. A ação foi realizada em apoio à 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no município de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.
A investigação apura o uso de familiares e terceiros para esconder bens e valores com o objetivo de evitar o cumprimento de sentença relacionada a atos de improbidade administrativa. Entre os investigados está o ex-diretor-geral de Recursos Humanos da Prefeitura de Lages, que teria alterado contracheques de servidores entre 2009 e 2010, causando prejuízo de cerca de R$ 380 mil aos cofres públicos à época.
O ex-servidor já foi condenado nas esferas cível e criminal. A Justiça determinou suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público, pagamento de multa e ressarcimento ao erário. O valor atualizado da dívida, que era de R$ 1,8 milhão em 2021, chegou a R$ 2.685.701,42 em 2025.
De acordo com o GAECO, as apurações indicam que o investigado ocultou bens e direitos para evitar o pagamento. Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Científica e podem revelar outros envolvidos no esquema. As investigações seguem sob sigilo.
A operação recebeu o nome “Argentum Occultum” — expressão em latim que significa “prata oculta” — em referência à ocultação de patrimônio supostamente praticada pelo investigado.
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