A eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores, realizada no dia 16, foi suspensa por decisão judicial.
A informação, que passou a circular por meio da imprensa, ainda não chegou oficialmente ao Legislativo, segundo afirmou o presidente da Casa, vereador Toco, em entrevista a Radio Cocal Fm 87.9. no Programa Fernando De Faveri.
De acordo com o presidente, a notícia foi recebida com surpresa, especialmente porque a composição da mesa seguiu o mesmo formato adotado no ano anterior. “No ano passado, a mesa também foi composta por duas vagas do MDB e duas do PL. Então, para mim, foi uma surpresa”, declarou.
Toco ressaltou que, até o momento, ele e a mesa diretora não receberam nenhuma notificação oficial da Justiça. “Nós ainda não fomos notificados. Estamos sabendo disso pela imprensa. Oficialmente, não chegou nada para nós”, afirmou.
O presidente explicou que, assim que a notificação for recebida, o caso será analisado com cautela pelo setor jurídico da Câmara. “Junto com o nosso jurídico, a doutora Andréia, e também com o apoio do diretor e do interventor, que é servidor de carreira da Câmara, vamos estudar o caso. Se for de direito e correto o que foi determinado, vamos cumprir”, garantiu.
Durante a entrevista, Toco também levantou um questionamento em relação a situações semelhantes ocorridas no passado. Ele lembrou que, em 2025, quando o presidente da Câmara era o vereador Gilson, a mesa diretora também contou com dois representantes do MDB e dois do PL, sem que houvesse contestação judicial. “Isso também me intriga um pouco, mas agora precisamos estudar a Lei Orgânica e entender melhor o que aconteceu”, disse.
Questionado se já tem uma opinião formada sobre a ação judicial, o presidente foi cauteloso. “Ainda não. Eu preciso aguardar a análise do jurídico para que possamos tomar uma decisão correta, não só eu como presidente, mas toda a mesa”, concluiu.
Enquanto a notificação oficial não é recebida, a Câmara segue aguardando os próximos passos para definir como proceder diante da decisão judicial.
“Minha consciência está absolutamente tranquila. Como presidente, minha função foi garantir que a vontade soberana do plenário fosse respeitada. Todos tiveram a garantia de colocar seus nomes na disputa por quaisquer cargos e de votar livre e conscientemente em quaisquer candidatos”, afirmou.
Gilson Clemes confirma que votação respeitou o plenário e que o motivo da ação e inconformismo político.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se