Juiz mantém suspensão da comissão que investiga vereador de Urussanga
O juiz Roque Lopedote, da 2ª Vara da Comarca de Urussanga, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela Câmara de Vereadores contra a decisão que suspendeu os trabalhos da Comissão de Investigação e Processante (CIP) nº 001/2025, instaurada para apurar possível favorecimento do vereador Luan Francisco Varnier na área da saúde.
Com isso, a atuação da comissão — incluindo a sessão de julgamento — segue suspensa até o julgamento final do mandado de segurança impetrado pela defesa do parlamentar.
Juiz: recurso tentou rediscutir o mérito
Segundo o magistrado, o recurso não apontou omissão, contradição ou erro material, limitando-se a tentar rediscutir o mérito da decisão liminar — o que não é permitido nesse tipo de instrumento jurídico.
A Câmara alegava omissão quanto ao poder de autotutela da comissão para corrigir falhas em documentos. Lopedote, no entanto, afirmou que esse poder não pode se sobrepor a uma ordem judicial vigente.
Câmara promete novo pedido
O assessor jurídico da Câmara, Felipe Possamai, afirmou que um novo pedido de revogação da liminar será protocolado até segunda-feira (29). Segundo ele, o objetivo dos embargos era esclarecer pontos da decisão para cumprir corretamente as exigências judiciais.
Vereador fala em perseguição
O vereador Luan Varnier se manifestou por meio de nota, alegando perseguição política e irregularidades no processo. Ele afirmou que não estava na cidade no dia dos fatos investigados e que o próprio relatório da CIP recomendou o arquivamento.
Varnier também disse ter registrado boletim de ocorrência contra o presidente da comissão, que teria enviado por engano um áudio tratando da antecipação da votação e declarando seu voto antes da conclusão do processo.
“Quero terminar meu mandato com a cabeça erguida, mãos limpas e continuar servindo, como sempre fiz”, disse o vereador.
FONTE/CRÉDITOS: Acessoria de imprensa
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