O grupo de mães atípicas de Cocal do Sul, formalmente organizado na **Associação Voz Atípica**, segue denunciando cortes e restrições em terapias essenciais para crianças com deficiência e transtorno do espectro autista. Após o protesto realizado na última semana, que ganhou ampla repercussão nos principais rádios e jornais da região, uma nova decisão judicial reforçou as reivindicações das famílias.
Na decisão, o juiz foi categórico:
* A Prefeitura deve pagar imediatamente a clínica **Neuro Ativar**;
* O convênio com o **CISAMREG** deve ser retomado;
* Os atendimentos devem continuar na clínica;
* As crianças que aguardam no **SISREG** devem voltar a ser encaminhadas para lá;
* E, de forma explícita, o juiz afirma: **não existe nenhuma irregularidade**.
Essa decisão vem após meses de insegurança para as famílias. O impasse começou em junho, quando a Secretaria Municipal de Saúde comunicou cortes em terapias como Fonoaudiologia e Psicologia, além da imposição de atendimentos ambulatoriais de apenas 30 minutos e retorno à fila de regulação, sem prazo definido.
Apesar da tentativa de justificar as medidas por meio de auditoria contra a clínica **Neuro Ativar**, o Ministério Público arquivou as acusações por **improcedência e ausência de provas**.
Em paralelo, a Secretaria Municipal de Educação passou a emitir pareceres negando a continuidade de planos terapêuticos prescritos por profissionais habilitados, intensificando ainda mais as restrições. A interrupção do convênio e a ausência de repasses por 120 dias levaram a clínica a anunciar a suspensão dos atendimentos, o que motivou forte mobilização popular.
Segundo a presidente da Associação Voz Atípica:
> *“Não vamos aceitar retrocessos. A interrupção ou redução dessas terapias compromete diretamente o desenvolvimento das nossas crianças. Nossa mobilização é legítima e vamos recorrer a todas as instâncias para garantir que esse direito seja mantido.”*
O movimento reivindica:
* A manutenção integral das terapias já em andamento;
* Cumprimento dos planos terapêuticos emitidos por profissionais especializados;
* Transparência total nos processos e decisões da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Educação;
* Respeito às leis que garantem o tratamento continuado para pessoas com deficiência;
* Fim das interrupções e burocracias que atrasam o atendimento das crianças.
**Associação Voz Atípica** reafirma que o melhor para as crianças é permanecerem na clínica **Neuro Ativar**, até que exista, de fato, uma nova clínica municipal — e que qualquer transição só poderá ser legítima se feita com **respeito, empatia e cuidado** com a evolução de cada criança.
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