*Cocal do Sul, 08 de agosto de 2025* –
O grupo de mães atípicas de Cocal do Sul, agora formalmente organizado na *Associação Voz Atípica*, denuncia que terapias essenciais para crianças com necessidades especiais estão sendo reduzidas e limitadas por determinação da Secretaria Municipal de Saúde e, mais recentemente, também negadas pela Secretaria Municipal de Educação.
A situação teve início em *13 de junho*, quando, durante reunião na Secretaria de Saúde, as famílias foram informadas que terapias como Fonoaudiologia e Psicologia seriam cortadas, e que outras passariam a ser realizadas em atendimentos ambulatoriais de apenas 30 minutos – considerados inadequados para a demanda das crianças – além de serem submetidas novamente à fila de regulação, sem previsão de retorno.
Na ocasião, o grupo apresentou leis e garantias previstas em políticas públicas, o que fez a Secretaria recuar temporariamente. Entretanto, semanas depois, foi instaurada uma auditoria com acusações de irregularidades contra a clínica prestadora dos serviços, *Neuro Ativar*. Irregularidades essas, que foram arquivadas pelo MP na última semana, por improcedência e falta de provas.
O impasse se agravou quando *várias mães apresentaram laudos e planos terapêuticos atualizados, emitidos por profissionais de saúde habilitados, solicitando a **manutenção integral das terapias* já em andamento. Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação encaminhou *pareceres formais negando a continuidade dos atendimentos solicitados*.
Agora, O convênio com a prefeitura foi cortado, sobrepondo as decisões judiciais e do Ministério Público. Com essa decisão com a ausência por 120 dias dos repasses, a únca clínica especializada em neurodivergência do município anunciou ontem que irá encerrar os atendimentos. Segundo a presidente da recém-criada *Associação Voz Atípica*,
> “Não vamos aceitar retrocessos. A interrupção ou redução dessas terapias compromete diretamente o desenvolvimento das nossas crianças. Nossa mobilização é legítima e vamos recorrer a todas as instâncias para garantir que esse direito seja mantido.”
O movimento reivindica:
* A manutenção integral das terapias já em andamento;
* Cumprimento dos planos terapêuticos emitidos por profissionais especializados;
* Transparência total nos processos e decisões da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Educação;
* Respeito às leis que garantem o tratamento continuado para pessoas com deficiência;
* Fim das interrupções e burocracias que atrasam o atendimento das crianças.
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