Mais de 600 quilos de fios elétricos foram furtados em um período de apenas dez dias nas cidades de Criciúma e Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Segundo o gerente regional da Celesc, Marcelo de Vila Oliveira, a grande maioria dos crimes ocorre em pequenos furtos diários que, somados, causam impactos significativos no fornecimento de energia.
Em Criciúma, os bairros mais afetados são Santa Luzia, Cidade Mineira, Boa Vista e o distrito de Rio Maina. “Os materiais vão acumulando e causando falta de energia em vários lugares. Às vezes resolvemos rápido, mas em alguns casos demoramos de três a quatro horas para reestabelecer as ligações”, explicou Oliveira em entrevista ao Portal Engeplus.
O gerente ainda afirmou que cerca de 90% dos autores dos furtos são usuários de drogas, que roubam os cabos de cobre para trocar por entorpecentes. “Eles se arriscam e cortam os sistemas elétricos, prejudicando nosso sistema. É um problema social”, destacou.
Diante do aumento das ocorrências, a Celesc tem investido na substituição dos cabos de cobre por redes multiplexadas, que não possuem valor comercial e reduzem o interesse dos criminosos. No entanto, Oliveira lembra que Criciúma possui cerca de 90 mil unidades consumidoras, o que torna o processo lento. “Levaria muito tempo para substituir todos os quilômetros de fios”, afirmou.
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