A prisão em flagrante do namorado de Eduarda Perovano Salvaro, de 21 anos, foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia. Dessa forma, o suspeito ficará detido por tempo indeterminado, enquanto aguarda os desdobramentos das investigações. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) defendeu que o “investigado teria asfixiado a companheira e, posteriormente, tentado simular uma cena de suicídio para afastar sua responsabilidade pelo crime”.
O pedido foi formulado pelo promotor de Justiça plantonista Felipe Luz e acolhido pelo Poder Judiciário. Ele defendeu que há elementos que apontam para a prática do crime de feminicídio, com indícios de que a vítima tenha sido morta por asfixia, circunstância que será aprofundada no decorrer das investigações.
“Conforme o relatório da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência por volta das 12h20, a jovem teria sido enforcada pelo companheiro. Ainda segundo informações registradas pela Polícia Militar, o suspeito relatou que o corpo da vítima permaneceu no apartamento por, pelo menos, dois dias antes de ser localizado”, destacou o MPSC.
Ao requerer a prisão preventiva, o MPSC sustentou que a medida é imprescindível para a garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. O promotor de Justiça também destacou que, após os fatos, o suspeito deixou o local onde o crime teria ocorrido, em Criciúma, sendo localizado apenas no município de Cocal do Sul, após familiares da vítima acionarem a Polícia Militar. Para o MPSC, a circunstância evidencia risco de evasão.
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