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Segunda-feira, 23 de Março 2026

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Persistência e dedicação marcam formatura de novos profissionais da Unesc

Cerimônia reuniu formandos de cinco cursos e destacou reflexões sobre formação universitária, responsabilidade profissional e o papel social das diferentes áreas do conhecimento. (Fotos: Luan Vieira/Agecom/Unesc)

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Persistência e dedicação marcam formatura de novos profissionais da Unesc
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Um prolongado e caloroso aplauso de familiares e amigos acompanhou Stela Camilo Rodrigues no recebimento do diploma. A conquista da formanda de Tecnologia em Processos Gerenciais foi um dos momentos mais celebrados da cerimônia de colação de grau realizada na noite deste sábado (14/3), no AM Master Hall.

Natural de Curitiba, Stela nutria o sonho de ingressar na Unesc como acadêmica. A conquista exigiu resiliência, planejamento e persistência.

Há cerca de 12 anos morando na região, ela decidiu adiar a graduação até que fosse possível frequentar as salas de aula da Instituição que desejava. “Conheci a Unesc e desde então virou meu sonho estudar nesta Universidade. Tive oportunidade de ingressar em outras, mas preferi aguardar até conseguir me graduar aqui”, afirmou.

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Ela explicou que a escolha do segmento de Processos Gerenciais dialoga com a trajetória profissional já construída. “Fiz essa escolha pela abrangência que ele oferece, pois permite desenvolver a área em que eu já atuo e também abre possibilidades para a gestão, sem ficar limitada a algo muito específico”, revelou.

“Iniciei o curso aos 42 anos. Estar todos os dias na Universidade, conciliando trabalho, casa e estudos, é desafiador. Mas contamos com professores que nos auxiliam nesse processo. Como muitas coisas na vida, com dedicação e esforço a gente consegue superar”, relatou.

Formatura reúne diferentes áreas do conhecimento

Além de Processos Gerenciais, a cerimônia festiva reuniu formandos dos cursos de Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Engenharia de Agrimensura e Cartográfica e Engenharia de Produção.

Durante o ato solene, a reitora em exercício e paraninfa da turma, Gisele Silveira Coelho Lopes, conduziu a última mensagem institucional da Universidade aos formandos. “Hoje represento dois lugares que se encontram. Como reitora, presido este rito institucional. Como paraninfa, ocupo um lugar mais silencioso e talvez mais profundo. Na tradição acadêmica, o paraninfo é aquele que profere a última aula, mas também aquele que caminha ao lado na travessia”, enfatizou.

Conforme Gisele, essa “última aula” não se limita a conteúdos ou técnicas, mas agrega consciência, sentido e responsabilidade diante do mundo. A reitora destacou que a conclusão da graduação marca o encerramento de um ciclo e, ao mesmo tempo, inaugura uma etapa em que o conhecimento adquirido passa a dialogar diretamente com os desafios da realidade profissional.

Formação além da técnica

No discurso, a reitora em exercício compartilhou reflexões construídas em diálogo com os coordenadores dos cursos que formaram novos profissionais na noite deste sábado. As mensagens destacaram o papel social das diferentes áreas profissionais.

Na contabilidade, por exemplo, ressaltou-se que os novos profissionais assumem a missão de transformar números em informações capazes de promover transparência e contribuir para o desenvolvimento econômico e social. Já na economia, a formação foi associada à capacidade de compreender desigualdades e propor caminhos para uma sociedade mais justa e eficiente.

No campo da engenharia, ressaltou-se o papel estratégico das áreas técnicas na organização do espaço e no desenvolvimento da indústria, sobretudo em um contexto marcado por inovação e transformação digital.

“A formação universitária ultrapassa o domínio técnico. A formação que vocês receberam não foi apenas técnica, mas voltada à capacidade de compreender o mundo, analisar realidades complexas e tomar decisões responsáveis”, ressaltou.

Pensar com profundidade em um mundo acelerado

Outro eixo central do discurso de Gisele foi a reflexão sobre os desafios contemporâneos. Segundo ela, a sociedade atual é marcada pela velocidade das informações e pela pressão por respostas imediatas.

“Vivemos em um tempo em que as opiniões surgem antes mesmo da reflexão. Contudo, as grandes decisões da vida e também da economia, da engenharia e da gestão raramente nascem da pressa. Elas nascem da capacidade de pensar com profundidade”, observou.

Ao citar a filósofa Hannah Arendt, a reitora lembrou que pensar significa interromper o fluxo automático da vida para compreender o sentido das coisas. A partir dessa reflexão, apontou competências consideradas essenciais para a atuação profissional.

“A primeira delas é a capacidade de ouvir. Vivemos em uma sociedade em que todos falam, mas poucos realmente escutam. Os melhores profissionais são aqueles que sabem ouvir antes de decidir, ouvir os dados, os contextos e as pessoas”, destacou.

A segunda competência é a atenção aos detalhes. Inspirada nas reflexões do psicólogo e vencedor do Prêmio Nobel Daniel Kahneman, Gisele lembrou que erros na economia, na engenharia ou na gestão muitas vezes não decorrem da falta de conhecimento, mas da ausência de atenção aos sinais que revelam riscos e oportunidades.

Imediatismo e desafios do mundo contemporâneo

Outro ponto abordado foi o imediatismo que caracteriza parte da cultura atual. A reitora mencionou as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman, autor da Modernidade Líquida, para lembrar que a construção de uma trajetória no mundo do trabalho exige tempo, aprendizagem e persistência. “A vida profissional não é um atalho, mas uma construção”, afirmou.

Também destacou o impacto das transformações tecnológicas nas relações humanas, alertando para o risco da redução do diálogo presencial em uma sociedade cada vez mais mediada por telas. Ao citar o economista e filósofo Amartya Sen, a reitora enfatizou que o verdadeiro desenvolvimento acontece quando as capacidades humanas são ampliadas de forma coletiva.

Papel da Universidade Comunitária

A reflexão também conduziu ao papel da Universidade Comunitária na formação de profissionais e na transformação social. Gisele lembrou que a Unesc nasceu de um projeto coletivo da comunidade regional e consolidou-se como um espaço em que conhecimento, ciência e compromisso social caminham juntos.

Ela destacou indicadores que dimensionam a atuação da Universidade. A Unesc está entre as 150 melhores instituições não estatais de pesquisa da América Latina e entre as 20 melhores do Brasil. Em 2025, foram registrados mais de 252 mil atendimentos gratuitos na área da saúde e cerca de sete mil pessoas impactadas por ações de formação em empreendedorismo e inovação.

A Unesc mantém ainda nove programas de Mestrado e seis de Doutorado, com destaque para áreas como Engenharia de Materiais, Ciências Ambientais, Sistemas Produtivos e Desenvolvimento Socioeconômico, além de mais de 50 cursos de especialização. “Ser uma Universidade Comunitária significa existir para transformar vidas por meio da educação”, acrescentou.

A jornada comparada à Odisseia

A trajetória acadêmica também foi tema do discurso do orador da turma, o formando em Engenharia de Produção Peterson Vieira Castro. Ele comparou o percurso universitário à longa jornada narrada na obra “Odisseia”, atribuída ao poeta grego Homero.

Na história, o herói Ulisses enfrenta tempestades, monstros e inúmeras provações até retornar para casa após a Guerra de Tróia. Para Peterson, a metáfora dialoga com a experiência vivida pelos acadêmicos ao longo da graduação.

“Se existe algo que aprendemos na Universidade é que o caminho raramente é simples. Há provas difíceis, noites curtas e trabalhos que parecem intermináveis. Há momentos em que pensamos com sinceridade: ‘Será que eu consigo?’. A caminhada acadêmica revela que nenhuma conquista se constrói de forma isolada”, relatou.

O diploma como ponto de partida

Ao final do discurso, Peterson destacou que a graduação não representa apenas a conclusão da etapa educacional, mas o ingresso em um novo lugar na sociedade. “A partir de agora deixamos de ser apenas estudantes e passamos a ocupar o lugar de profissionais que não carregam apenas diplomas. Carregam responsabilidades”, afirmou.

Para ele, o valor do diploma ultrapassa o conhecimento acumulado ao longo do curso. “O verdadeiro valor dele não está apenas no conhecimento que representa, mas no tipo de mundo que escolhemos construir com ele”, concluiu.

A cerimônia também contou com momentos de reconhecimento àqueles que acompanharam a trajetória dos estudantes. Professores e pais também foram homenageados pelos formandos, em reconhecimento ao apoio ao longo da jornada acadêmica que conduziu à conquista do diploma.

 

FONTE/CRÉDITOS: UNESC
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