A tradicional pesca da tainha, uma das atividades mais emblemáticas do litoral catarinense, tem início oficial no dia 1º de maio cercada de otimismo e também de críticas por parte do setor. A expectativa dos pescadores é de uma safra mais produtiva em 2026, impulsionada pelo aumento das cotas e pela organização antecipada das comunidades pesqueiras.
Neste ano, a cota para a pesca artesanal de arrasto de praia foi ampliada para cerca de 1.300 toneladas, o que anima os trabalhadores do mar, principalmente em regiões como o Balneário Rincão. A possibilidade de redistribuição de sobras de outras modalidades também reforça o cenário positivo.
A abertura da temporada acontece em duas etapas: o arrasto de praia inicia em 1º de maio, enquanto as embarcações menores começam a atuar a partir do dia 15. A safra segue até o fim de julho, período em que a tainha se aproxima da costa, favorecendo a captura.
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Apesar do clima de esperança, lideranças do setor fazem críticas à burocracia que envolve a atividade. Entre os principais pontos estão as dificuldades na emissão de licenças, o acesso ao seguro defeso e a implementação de cotas, consideradas por muitos pescadores como um entrave recente e que tem impactado diretamente a renda das famílias.
Representantes da pesca destacam que, além da importância econômica, a atividade tem forte valor cultural para Santa Catarina, sendo parte da identidade das comunidades litorâneas. Ainda assim, defendem que mudanças nas regras são necessárias para garantir mais segurança e viabilidade ao setor.
Com base em safras anteriores — algumas abaixo do esperado devido a fatores climáticos —, o sentimento atual é de cautela, mas também de confiança. A presença de mais embarcações e a melhor preparação dos pescadores aumentam a expectativa de superar os números registrados nos últimos anos.
A poucos dias do início da temporada, o litoral já vive o clima típico de preparação, com redes sendo organizadas, barcos revisados e a esperança renovada de uma boa safra que movimente a economia e mantenha viva uma das mais tradicionais práticas da cultura catarinense.
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