Radares voltam às BRs de Santa Catarina após apagão na fiscalização
Retirada de equipamentos expôs motoristas a trechos sem controle de velocidade e levanta questionamentos sobre gestão e segurança nas rodovias federais do estado
Após meses de ausência em diversos trechos das rodovias federais de Santa Catarina, os radares de velocidade começam a ser reinstalados com previsão de voltar a multar a partir de abril de 2026. A retomada ocorre após novo contrato firmado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, responsável pela administração das BRs não concedidas.
O período sem fiscalização eletrônica, provocado pela troca da empresa operadora e pela substituição dos equipamentos, gerou preocupação entre especialistas e usuários das rodovias. Motoristas circularam por meses em segmentos tradicionalmente monitorados sem a presença dos radares, cenário que pode ter ampliado o risco de excesso de velocidade e acidentes.
Agora, o DNIT promete a reinstalação gradual dos aparelhos, com cerca de 321 faixas de fiscalização distribuídas em aproximadamente 201 pontos. A ativação dependerá da instalação e da aferição técnica obrigatória dos equipamentos antes da aplicação de multas.
Mesmo com a retomada prevista, a situação levanta críticas quanto à gestão da fiscalização eletrônica nas rodovias federais catarinenses. A ausência temporária dos radares expôs fragilidades na continuidade do serviço e reforçou o debate sobre planejamento e prioridade na segurança viária.
Entre as rodovias que devem receber os equipamentos estão trechos estratégicos da BR-470, BR-280, BR-282 e BR-153, corredores importantes para a mobilidade regional e o transporte de cargas.
O DNIT afirma que os locais de instalação são definidos com base em critérios técnicos, como histórico de acidentes e volume de tráfego. Ainda assim, a interrupção prolongada da fiscalização eletrônica reacende questionamentos sobre a capacidade do poder público em manter políticas permanentes de prevenção nas estradas.
Enquanto os radares não entram plenamente em operação, os limites de velocidade seguem válidos e podem ser fiscalizados por ações presenciais. A expectativa, porém, é que a retomada do controle eletrônico ocorra sem novos atrasos e contribua efetivamente para reduzir infrações e preservar vidas nas rodovias federais de Santa Catarina.
FONTE/CRÉDITOS: Redação Portal Cocal Do Sul
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