As diferenças de dialetos, expressões e costumes dividiram espaço, nesta terça-feira (12), com relatos de acolhimento, integração e novos projetos de vida na Unesc. Em encontro realizado na Reitoria, a Universidade recepcionou quatro novos estudantes estrangeiros que passam a integrar a comunidade acadêmica em cursos de graduação da Instituição.
Participaram da recepção Lurdes Martins, acadêmica de Psicologia, da Guiné-Bissau, por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G); Olga Paulo Christiano, de Angola, ingressante em Fisioterapia também pelo PEC-G; além de Eliano Custódio Nguimbi e Jose Arthur Gomes Cambundo, ambos de Angola, aprovados no processo seletivo para estrangeiros no curso de Administração.
“Estamos em uma turma muito boa, com pessoas incríveis. As pessoas são muito receptivas e acolhedoras. Isso ajuda bastante quem chega de outro país”, afirmou José Arthur.
A reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou que a trajetória universitária também representa um percurso de transformação pessoal e construção da autonomia. “O que desejamos é que vocês saiam daqui com a bagagem necessária para retornar ao país de origem e fazer a diferença”, afirmou.
Segundo ela, o processo de adaptação exige iniciativa, convivência e abertura para novas experiências. “Não tenham medo de perguntar, de se relacionar e de construir excelentes amizades. Muitas vezes o outro também está tímido, mas na medida em que nos aproximamos, as relações se tornam mais fáceis. Construam pontes e cultivem bons relacionamentos”, observou.
Acolhimento e suporte institucional
Durante a recepção, os estudantes também foram orientados sobre os serviços de apoio disponíveis na Universidade. A pró-reitora de Ensino, Graziela Giacomazzo, ressaltou que o diálogo com os setores institucionais faz parte do processo de permanência acadêmica.
“É importante que vocês procurem a Universidade sempre que necessário. Precisamos compreender as dificuldades para poder ajudar. Esse é o nosso objetivo aqui”, afirmou.
A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), Normélia Ondina Lalau de Farias, explicou que o local é um espaço permanente de escuta e acolhimento aos estudantes estrangeiros, sobretudo diante das diferenças culturais e emocionais que acompanham a experiência de viver em outro país.
“Vocês estão em um país diferente, com outra cultura e outro olhar das pessoas. Quando encontramos alguém parecido conosco, acabamos nos sentindo mais seguros e mais à vontade”, destacou.
Na Psicologia, a coordenadora Rosemari Duarte explicou que o acompanhamento ocorre em diálogo constante com representantes de turma, professores e coordenação. “Mantemos um contato efetivo para acompanhar as necessidades dos estudantes”, comentou.
No curso de Administração, o coordenador Thiago Francisco afirmou que os professores foram orientados para auxiliar no processo de adaptação acadêmica dos estudantes estrangeiros. “Conversamos com todos os professores para garantir os materiais necessários e possibilitar essa adaptação”, citou.
Internacionalização e troca cultural
O encontro também evidenciou o avanço do processo de internacionalização da Unesc. A coordenadora do Escritório de Relações Internacionais, Dayane Cortez, ressaltou que a presença de estudantes estrangeiros amplia a troca de experiências dentro da Universidade. “Receber estudantes de outros países desenvolve habilidades importantes nos nossos acadêmicos e professores. Esse contato amplia a visão de mundo de todos”, afirmou.
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