Capivaras chamam atenção em Cocal do Sul: grupo com 18 animais é visto no bairro Guanabara
Crescimento da espécie está ligado à proteção ambiental, ausência de predadores e abundância de alimento nas áreas urbanas
Moradores do bairro Guanabara, em Cocal do Sul, foram surpreendidos ao meio-dia desta segunda-feira, 4 de maio, com a presença de um grande grupo de capivaras às margens do rio que corta a comunidade. Ao todo, foram avistados 18 animais, entre adultos e filhotes, pastando tranquilamente na beira da água.
A cena, apesar de curiosa, tem se tornado cada vez mais comum em diversas cidades da região Sul de Santa Catarina. A explicação está diretamente ligada a fatores ambientais e à adaptação da espécie aos espaços urbanos.
A capivara, considerada o maior roedor do mundo, encontra nas áreas próximas a rios e lagoas um habitat ideal, com oferta abundante de água e vegetação para alimentação. Em locais como o bairro Guanabara, onde há pouca interferência direta e presença constante de áreas verdes, esses animais acabam se estabelecendo com facilidade.
Outro fator importante para o aumento da população é a redução de predadores naturais. Espécies como onças e grandes felinos, que antes controlavam o número de capivaras, praticamente não existem mais em áreas urbanizadas. Com isso, a taxa de sobrevivência dos filhotes cresce significativamente.
Além disso, leis de proteção à fauna e maior conscientização ambiental também contribuem para esse cenário. A caça é proibida no Brasil, e órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis atuam na fiscalização e preservação da vida silvestre. Esse conjunto de medidas favorece a reprodução contínua da espécie.
As capivaras possuem alta capacidade reprodutiva. Uma fêmea pode ter de dois a oito filhotes por gestação, e, em condições favoráveis, pode se reproduzir mais de uma vez ao ano. Esse fator acelera o crescimento dos grupos, como o observado nesta segunda-feira em Cocal do Sul.
Apesar do aspecto dócil, especialistas orientam que a população evite contato direto com os animais. As capivaras podem transmitir doenças, como a febre maculosa, por meio de carrapatos que vivem em seu corpo. A recomendação é apenas observar à distância e acionar órgãos ambientais em caso de situações de risco.
O registro das 18 capivaras no bairro Guanabara reforça uma realidade crescente: a convivência entre seres humanos e animais silvestres está cada vez mais próxima, exigindo atenção, respeito e equilíbrio para garantir a segurança de todos.
FONTE/CRÉDITOS: Redação
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se