Portal de notícias na cidade de Cocal Do Sul Sc

Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 23 de Março 2026

Política

Perderam o medo da Magnitsky? Moraes palestra com patrocínio americano e acende alerta nos EUA

Evento do Ministério Público com o ministro sancionado pelos EUA levanta riscos de “auxílio material” segundo especialistas; patrocinadores entram na mira da Lei Global Magnitsky.

Redação - Portal Cocal do Sul
Por Redação - Portal Cocal do Sul
/ 114 acessos
Perderam o medo da Magnitsky? Moraes palestra com patrocínio americano e acende alerta nos EUA
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, realizado entre os dias 11 e 14 de novembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, causou um verdadeiro choque diplomático ao contar com a palestra do ministro do STF Alexandre de Moraes — que foi sancionado pelos Estados Unidos sob a Lei Global Magnitsky. Segundo o jornalista Cláudio Dantas, o fato de ele estar no evento patrocinado por empresas americanas como Ambipar, Coca-Cola, Caixa, Banco do Brasil e Febraban poderia configurar “auxílio material” ao sancionado, abrindo potencial enquadramento na lei norte-americana.

O jurista André Marsiglia alertou: “Mesmo sem remunerá-lo, a Magnitsky considera o convite para reabilitar a imagem de sancionados. Patrocinadores e organizadores podem acabar punidos.” O jornalista Paulo Figueiredo reforçou que apesar de a aplicação das sanções não ser instantânea, “raramente o OFAC falha — e já está ciente dessas conexões”.

Para entender o risco: a Lei Magnitsky, aplicada pelos EUA, permite sanções financeiras severas contra pessoas acusadas de violações de direitos humanos — e inclui proibição de transações por parte de empresas americanas. Já a inclusão de Moraes nessa lista pode implicar que empresas patrocinadoras de eventos em que ele participa sejam vistas como coniventes ou facilitadoras.

Leia Também:

A versão diplomática dessa “gafe patrocinada” pode inflamar ainda mais as tensões entre Brasil e EUA: enquanto os americanos aplicam sanções, Brasília já critica a medida como uma interferência na soberania nacional. 

As consequências para os patrocinadores não são teóricas: segundo especialistas em direito internacional, empresas que oferecem suporte institucional ou simbólico a sancionados podem ser alvos de penalidades nos EUA. Segundo Marsiglia, isso inclui convites para eventos que configuram “reabilitação de imagem”.

 

Será que essas empresas subestimaram o alcance das sanções? Ou será que confiaram no peso político de Moraes para conter qualquer retaliação? A provocação ficou no ar — e a atenção de Trump, dizem, está voltada para isso.

Comentários:
Redação - Portal Cocal do Sul

Publicado por:

Redação - Portal Cocal do Sul

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Portal Cocal Do Sul News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )