Santa Catarina já começou a se preparar para um cenário climático considerado preocupante para 2026. Meteorologistas e órgãos de monitoramento alertam para a possibilidade da formação de um El Niño de forte intensidade, fenômeno que pode aumentar drasticamente a ocorrência de eventos extremos no estado, como tornados, microexplosões, vendavais, ciclones extratropicais, granizo e enchentes.
A preocupação das autoridades catarinenses cresce principalmente porque os modelos climáticos internacionais apontam alta probabilidade de o fenômeno ganhar força entre o inverno e a primavera de 2026, período historicamente marcado por temporais severos no Sul do Brasil.
Segundo especialistas, o El Niño provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico e altera completamente os padrões climáticos da América do Sul. Em Santa Catarina, os efeitos costumam ser ainda mais intensos, com aumento significativo das chuvas e da frequência de tempestades violentas.
O estado já enfrentou cenários semelhantes em episódios históricos como os registrados em 1997 e 2015, anos marcados por enchentes devastadoras, deslizamentos e prejuízos milionários.
Diante do risco climático, a Defesa Civil de Santa Catarina intensificou o monitoramento meteorológico e iniciou uma série de medidas preventivas para tentar minimizar os impactos.
Entre as principais ações estão:
reforço nos sistemas de alerta via celular;
monitoramento climático em tempo real;
reuniões técnicas entre meteorologistas e órgãos estaduais;
revisão dos planos de evacuação em áreas de risco;
preparação antecipada das equipes de emergência;
limpeza e desassoreamento de rios;
investimentos em barragens e obras de contenção.
O governo catarinense também estuda decretar um estado de alerta climático preventivo, permitindo mais rapidez na liberação de recursos e na mobilização das equipes em caso de desastres naturais.
Especialistas afirmam que o período mais crítico deve ocorrer entre setembro e novembro de 2026, quando o calor intenso combinado com a alta umidade favorece a formação de supercélulas — tempestades capazes de gerar tornados, rajadas destrutivas de vento e granizo de grande porte.
As regiões historicamente mais afetadas pelos impactos do El Niño em Santa Catarina são o Oeste, Meio-Oeste, Vale do Itajaí, Serra e Sul do estado, áreas que frequentemente registram enchentes, deslizamentos e danos estruturais durante eventos climáticos severos.
A Defesa Civil reforça o pedido para que a população acompanhe os alertas oficiais e mantenha atenção redobrada nos próximos meses, já que os fenômenos extremos podem ocorrer com maior intensidade e frequência ao longo de 2026.
FONTE/CRÉDITOS: Redação
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