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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Policial

Polícia Civil desmonta esquema do “falso assalto” em Criciúma; oito pessoas são indiciadas

Oito suspeitos foram indiciados; vítima sofreu prejuízo “considerável”, mas valor segue em sigilo

Redação - Portal Cocal do Sul
Por Redação - Portal Cocal do Sul
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Polícia Civil desmonta esquema do “falso assalto” em Criciúma; oito pessoas são indiciadas
Fonte: Divulgação
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A Polícia Civil de Criciúma concluiu uma investigação que levou ao indiciamento de oito suspeitos acusados de aplicar o chamado “golpe do falso assalto” contra comerciantes da região. O grupo responderá pelos crimes de extorsão qualificada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Delegacia de Repressão a Roubos (DRR/DIC), a fraude começava com uma ligação telefônica em tom ameaçador. O interlocutor, que usava sotaque carioca, dizia ser integrante de uma quadrilha armada e afirmava que o estabelecimento seria invadido caso a vítima não realizasse transferências bancárias imediatas. Assustada, uma comerciante fez diversos pagamentos via PIX seguindo as instruções.

O delegado responsável pelo caso, Yuri Miqueluzzi, informou que o prejuízo financeiro foi “considerável”, mas não revelou valores para preservar a vítima.

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Como funcionava o golpe:

  • Ameaça inicial: criminosos se passavam por líderes de facção, anunciando um ataque ao comércio.

  • Pressão psicológica: exigiam pagamentos sob a ameaça de violência.

  • Transferências: os depósitos eram realizados em sequência, destinados a diferentes contas.

  • Contas de passagem: abertas em bancos digitais e logo encerradas, dificultando o rastreamento.

  • Destino final: valores direcionados a integrantes da quadrilha, muitos com vínculos em Cabo Frio (RJ).

O trabalho de rastreamento financeiro contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD). Durante as apurações, a polícia descobriu que um dos investigados já havia sido preso em 2024, no Distrito Federal, por participação em crime semelhante, o que reforça o caráter interestadual do grupo.

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de todos os suspeitos, alegando que organizações desse tipo tendem a reincidir, já que a prática tem alto retorno financeiro. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise.

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