Quando um caem, muitos caem em seguida, como efeito dominó. E, por isso, o governador Jorginho Mello (PL) pode estar abalado com a repercussão dos áudios de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, divulgados esta semana.
Ora, há poucos dias Jorginho desfilou com Flávio por Florianópolis, em apoio a sua campanha à presidência da república e, sua própria campanha, está fortemente ligada à família Bolsonaro.
Durante sua passagem por Santa Catarina, ele até reforçou que não teria qualquer ligação com o caso, muito menos com Vorcaro, e ainda exibiu uma camisa com insinuações que ligavam o Master ao PT, tornando tudo ainda pior do que é.
O que há de se temer é que, qualquer mancha, a esta altura do campeonato, poderá marcar irreversivelmente a imagem de quem está ao lado. Seria o episódio mais um causador de dor de cabeça para o governador, que já anda atribulado com tanta bomba que explode entre seus aliados.
E sabe-se que qualquer fato vira munição nas mãos da oposição. Mal os áudios do presidenciável foram publicados e seu adversário, Romeu Zema (Novo), já veio com discurso pronto, apontando como imperdoável a relação mantida entre eles, comparando, inclusive, com ações petistas, colocando a todos no mesmo saco.
Lembrando que Jorginho e o Novo são aliados nestas eleições. Outra rusga que precisa ser administrada.
Quem pode rir com toda essa história é João Rodrigues (PSD), que preterido pelos Bolsonaros, defende a direita conservadora, mas não com imagem atrela
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